domingo, 1 de outubro de 2017

Jainismo


O jainismo ou jinismo é uma das religiões mais antigas da Índia, juntamente com o hinduísmo e o budismo, compartilhando com este último a ausência da necessidade de Deus como criador ou figura central. Considera-se que a sua origem antecede o bramanismo, embora seja mais provável que tenha surgido na sua forma actual no século V a.C., em resultado da ação religiosa do Mahavira.

Vista durante algum tempo pelos investigadores ocidentais como uma seita do hinduísmo ou uma heresia do budismo, devido à partilha de elementos comuns com estas religiões, o jainismo é contudo um fenômeno original. Ao contrário do budismo, o jainismo nunca teve um espírito missionário, tendo permanecido na Índia, onde os jainas constituem hoje cerca de quatro milhões de crentes. Pequenas comunidades jainas existem também na América do Norte e na Europa, em resultado de movimentos migratórios. A palavra jainismo tem as suas origens no verbo sânscrito jin que significa "conquistador". Os seus adeptos devem combater, através de uma série de estágios, as paixões de modo a alcançar a libertação do mundo.

Sua visão básica é dualista. A matéria e a mônada vital ou jiva são de naturezas distintas, e durante sua vida o ser vivente (seja humano ou animal) tinge sua mônada como resultado de suas ações. Para se purificar, esta religião propõe um extremo ascetismo e o colocar em prática da doutrina da não-violência ou ahimsa.

Os jainas reconhecem que pessoas, animais, plantas, formações rochosas, cursos de água e quedas de água têm jiva, ou seja alma ou princípio vital. Todos estes seres têm igual valor e estão interligados na teia de existência por elos kármicos.

Origens

Segundos os historiadores da religião, o jainismo estabeleceu-se na Índia em meados do primeiro milénio a.C.. O seu fundador foi o Mahavira, existindo duas propostas para o período em que viveu: 599 a.C. - 527 a.C (data tradicional apontada pelo jainismo) ou 540 a.C - 470 a.C. (segundo os académicos). Nasceu perto de Patna, naquilo que é hoje o estado do Bihar. Foi um contemporâneo do Buda, tendo pregado na mesma região geográfica, embora não conste que os dois mestres se tenham alguma vez encontrado. Pertencia à casta dos guerreiros (xátrias), casou, viveu no luxo até que por volta dos trinta anos tornou-se um mendigo errante.

Entregou-se a longos processos ascéticos até obter a iluminação, tendo consagrado os restantes trinta ou quarenta anos da sua vida a pregar a sua doutrina. Faleceu em Pavapuri, no Bihar, que é desde então um dos principais locais de peregrinação jaina.

De acordo com os jainas, a sua religião é eterna, tendo sido a doutrina revelada ao longo de várias eras pelos Tirthankaras, palavra que significa "fazedores de vau", ou seja, alguém que ensinou o caminho. Os Tirthankaras foram almas nascidas como seres humanos que alcançaram a libertação (moksha) do ciclo dos renascimentos através da renúncia e que transmitiram os seus ensinamentos aos homens. Na presente era existiram 24 Tirthankaras. O último desses Tirthankaras foi o Mahavira, que os jainas não consideram como o fundador do jainismo, mas antes aquele que lhe deu a sua forma actual. O 23.º Tirthankara foi Parshva, que os historiadores consideram ter sido provavelmente uma figura histórica que viveu cerca de três séculos antes do Mahavira. Os jainas acreditam que Parshva pregou os 4 grandes princípios do jainismo, a saber: não-violência (ahimsa), evitar a mentira, não se apropriar do que não foi dado e não se apegar às posses materiais; o Mahavira acrescentou o princípio da castidade.

Divisões internas

Os jainas encontram-se divididos em dois grupos principais: os Digambara ("Vestes de céu") e os Svetambara (ou Shvetambara, "Vestes brancas"). Cada um destes grupos encontra-se por sua vez dividido em vários subgrupos. A maioria dos jainas pertencem ao grupo Svetambara.

A origem destes dois grupos situa-se no século I d.C (ou talvez no século III d.C, segundo alguns autores) e deve-se a disputas em torno dos textos que devem constituir as escrituras do jainismo. Os svetambara consideram que as suas escrituras estão mais próximas dos ensinamentos originais do Mahavira, enquanto que os Digambara rejeitam uma parte considerável dessas escrituras. Os digambara consideram igualmente que a renúncia pregada pelo Mahavira implica para os monges a nudez total e que as mulheres devem primeiro renascer como homens para poderem atingir a libertação.

Ao nível da geografia, os Digambara concentram-se no sudoeste da Índia e os svetambara no noroeste (estados do Gujarate, Rajastão e Madhya Pradesh).

As estátuas dos dois grupos são também diferentes: os Tirthankaras dos svetambara possuem roupas e uma decoração mais rica, enquanto que as dos sigambara estão nuas; estas diferenças fazem com que um adepto dos Digambara não possa praticar o culto num templo svetambara.

Doutrinas

Não-posse (aparigraha)

A posse de qualquer bem é vista como relacionada com a violência, e até uma forma de violência física e psíquica. A violência em todas as suas formas tem origem no desejo de possuir, dominar, e controlar. Os ascetas jainas recusam possuir seja o que for, mas para os leigos a posse de algumas coisas é necessária para a realização das tarefas diárias. A possessividade transitória (usar um ser para deitá-lo fora) é uma forma de apego e baseia-se em relações de exploração de poder, por parte de um dos lados, em vez de amor e equanimidade incondicional.

Não-absolutismo (anekantavada)

A assunção de que alguém tem acesso privilegiado à verdade é o mais potente motor de conflito entre os seres humanos. O conceito de não-absolutismo refere-se ao pluralismo de opiniões, e à noção de que os vários pontos de vista sobre a verdade não são a própria verdade. O jainismo encoraja os seus seguidores a considerarem os pontos de vista de outras filosofias, e consideram que quando qualquer uma destas filosofias, incluindo a jaina, se apega demais às suas próprias ideias está a cometer o erro de considerar o seu ponto de vista absoluto. A ideia é representada pela parábola dos homens cegos e do elefante, em que vários cegos tocam em partes do elefante, como as orelhas e as pernas, e descrevem, de forma contraditória, o que pensam ser o animal completo, partindo do pressuposto de que a parte que tocaram representava a verdade completa. O conceito de " syadvada" ou "talvez-ismo" diz que se deve considerar que todas as proposições são apenas parcialmente verdadeiras (e parcialmente falsas). Os pontos de vista parciais da verdade são chamados de "naya". Segundo o princípio chamado de "nayavada" , através da abertura a diversos pontos de vista, o jainismo pretende que o praticante integre os diversos pontos de vista parciais, ou "naya", numa teoria abrangente.

Não violência (ahimsa)

A não-violência é o cerne do jainismo e o ponto onde todas as doutrinas se intersectam. A violência é a agressão intencional ou não-intencional. Os jainistas tentam evitar a agressão em todas as suas formas, seja através de ações, palavras, ou pensamentos, a todo e qualquer ser vivo, ou aos ecossistemas. O jainismo considera o lacto-vegetarianismo como o mínimo que deve ser feito pelos adeptos, e os estudiosos jainas defendem o veganismo, porque a produção de leite é agressiva para as vacas. Os jainas também não comem tubérculos. Os jainas também têm um cuidado especial para evitar possíveis danos a pequenos insetos, por exemplo ao colocarem um pano sobre as suas bocas para não os aspirarem ou varrendo o chão à sua frente quando andam para evitar pisá-los.

O tempo

Os jainas consideram que o tempo é infinito e cíclico. Ele é visto como uma grande roda dividida em duas partes idênticas: uma realiza um movimento ascendente (Utsarpini), enquanto que a outra um movimento descendente (Avasarpini). Cada uma destas partes divide-se em seis eras (ara). Durante o período ascendente os seres humanos progridem ao nível do saber, estatura e felicidade, enquanto que o período descendente caracteriza-se pela degradação do mundo, pelo esquecimento da religião e pela perda de qualidade de vida pelos humanos.

Segundo os jainas, vivemos actualmente num período de movimento descendente, numa era de infelicidade (Dukham Kal), que começou há 2500 anos e que durará 21 mil anos.

O universo e os cinco mundos

Segundo o jainismo, o universo divide-se em cinco mundos, sendo cada um deles habitado por determinado tipo de seres. O universo é eterno, não tendo sido criado por nenhum ser superior.

No topo do universo está a morada suprema (siddhashila), que é o local onde habitam as almas que alcançaram a libertação (estas almas são denominadas Siddhas). Abaixo encontram-se trinta céus, habitados por seres celestiais, alguns dos quais caminham para a morada suprema.

O mundo médio (madhyaloka) inclui vários continentes separados por mares. No centro deste mundo encontra-se o continente Jambudvipa, considerado o único continente no qual as almas podem alcançar a libertação. Os seres humanos habitam este continente, bem como um segundo continente ao lado deste e parte do terceiro continente.

O mundo inferior (adholoka) consiste em sete infernos, onde os seres são atormentados por demónios e onde se atormentam uns aos outros. Abaixo do sétimo inferno encontra-se a base do universo (nigoda), habitada por inúmeras formas inferiores de vida.

Karma

À semelhança do hinduísmo e do budismo, o jainismo partilha da crença no karma, embora de uma forma diferente. O karma no jainismo não é apenas um processo em que determinadas ações produzem reações, mas também uma substância física que se agrega a uma alma. As partículas de karma existem no universo e associam-se a uma alma devido às acções dessa alma (por exemplo, quando uma alma mente, rouba ou mata esta provoca a o agregação de karma na sua alma). A quantidade e qualidade destas partículas determinam a existência que a alma terá, a sua felicidade ou infelicidade. Só é possível a uma alma alcançar a libertação quando desta se retirarem todas as partículas de karma.

O processo que permite a libertação das partículas de karma de uma alma denomina-se nirjara e inclui práticas como o jejum, o retiro para locais isolados, a mortificação do corpo e a meditação.Os seguidores do jainismo utilizam para isso um ritual mortuário chamado Sallekhana (também conhecido como Santhara, Samadhi-Marana, Samnyasa-Marana),que consiste em praticar a eutanásia através do jejum. Devido à natureza prolongada da sallekhana, é dado tempo ao indivíduo suficiente para refletir sobre sua vida e pedir perdão dos seus pecados aos deuses. O voto de sallekhana é tomado quando se sente que a vida tem servido o seu propósito. O objetivo é limpar karmas antigos e impedir a criação de novos. Existe uma prática hindu similar conhecido como Prayopavesa. De acordo com a revista Press Trust of India, em média, 240 jainistas prática sallekhana até a morte a cada ano na Índia.

Formas de vida

Monges e monjas

O jainismo considera a vida monástica como o ideal de vida dos seres humanos. Entre os Svemtambara a entrada na vida monástica é autorizada aos dois sexos a partir dos sete anos, mas realiza-se em geral numa idade mais avançada. O noviço deve abandonar todos os seus bens; por altura da sua ordenação (diksa) a sua cabeça é rapada e ele toma os cinco votos, que segue numa versão mais rigorosa do que a dos leigos (mahavrata).

Os monges jainas levam uma vida itinerante, com excepção da época das monções, altura em que se recolhem numa determinada localidade. Dependem para a sua alimentação da caridade fornecida pelos leigos jainas, a quem oferecem em troca assistência espiritual.

Os monges do ramo Svetambara podem ser donos de pequenas coisas, como uma fina veste branca, uma tigela onde recebem os alimentos dos leigos e uma máscara de tecido usada sobre a boca (mukhavastrika), cujo objectivo é evitar a ingestão involuntária de pequenos insectos. Os monges Digambara interpretam o preceito do desapego de uma forma bastante rigorosa e por esta razão não usam roupas; as monjas deste ramo usam uma veste branca. Os monges Digambara não possuem uma tigela e usam a mãos como recipiente dos alimentos. Os monges "Svetambara" costumam se deslocar em pequenos grupos de cinco ou seis monges, enquanto que os Digambara geralmente viajam sozinhos.

Todos os monges devem seguir as três regras que evitam a conduta incorrecta (guptis: ter cuidado com os pensamentos, as palavras e as acções).

Entre os Svetambara o número de monjas ultrapassa o de monges. As monjas Digambara aceitam a doutrina que afirma que para se avançar no caminho espiritual é necessário nascer com um corpo masculino.

Leigos

Os jainas que não são monges devem observar oito regras de comportamento e devem tomar doze votos. As oito regras de comportamento variam, mas em geral incluem a prática absoluta e irrestrita de Ahimsa (não-violência) que tem seu ponto forte na alimentação: não comer carne de nenhum tipo, não comer certos vegetais (cebola e alho) os quais se acredita serem de origem inferior e não usar nenhum produto de origem animal. Outras regras incluem não se alimentar à noite, não ingerir bebidas alcoólicas nem substâncias consideradas alteradoras da consciência (cafeína, teobromina) e praticar a caridade a todos os seres vivos. Ler sobre as qualidades transcendentais dos Tirthankaras e recitar o Navkar Mantra também fazem parte das principais práticas diárias.

Quanto aos doze votos, eles podem ser divididos em três classes:

Anuvratas - são os cinco votos principais: abster-se de atos violentos, não mentir, não roubar, não cobiçar o parceiro de outra pessoa e limitar as possessões pessoais;
Gunavratas - são três votos que reforçam os cinco votos principais: restringir as atividades pessoais a uma área concreta (digvrata), restringir práticas que proporcionam prazer (bhogopabhogavrata), evitar atos que causam sofrimento (anarthadandavrata);
Siksavratas - são quatro votos de disciplina espiritual: meditar, limitar determinadas atividades a certos momentos, adotar a vida de um monge por um dia, fazer donativos aos monges ou aos pobres.

Formas de culto

Uma das principais formas de culto dos jainas leigos é prestar homenagem às estátuas dos tirthankaras. Os jainas lavam as estátuas e dedicam-lhes oferendas, como mel, flores, arroz, etc. Alguns grupos jainas, como os Sthanakavasis e os Terapanthis, são contra o culto de imagens.

O crente não adora a estátua em si, mas antes as qualidades associadas a ela, de modo a receber inspiração para seguir o mesmo caminho. As estátuas podem ser adoradas nos templos ou então em pequenos santuários existentes nas casas. São representadas em posição de meditação, sentadas ou em pé.

Não é possível estabelecer qualquer forma de contacto com os tirthankaras através desta forma de culto, uma vez que estes, tendo alcançado a libertação, ficam fora do contacto humano. Contudo, durante a Idade Média cada Tirthankara foi associado a uma deusa protectora, em relação às quais se desenvolveram formas particulares de devoção. As deusas mais importantes são Ambika (associada ao 22º Tirthankara, Arishtanemi), Padmavati (associada a Parshva), Lakshmi e Sarasvati.

As orações jainas fazem referência aos grandes actos dos tirthankaras e aos ensinamentos do Mahavira, sendo ditas num antigo dialecto do Bihar, o Ardha Magadhi. A principal oração é o Namaskara Sutra, através do qual o jaina presta homenagem às qualidades dos cinco grandes seres do jainismo.

O ato de fazer doações para a construção de templos é também considerado uma forma de culto, assim como a prática de peregrinações.

Festivais

Os principais festivais do jainismo são:

Mahavira Jayanti - decorre em março ou abril e celebra a data do nascimento do Mahavira. Neste dia estátuas do Mahavira são levadas em procissões pelas ruas e os jainas reúnem-se nos templos para ouvir a leitura dos seus ensinamentos.
Paryushana: durante o mês de Bhadrapada (agosto-setembro) os membros do ramo Svetambara do jainismo celebram um dos seus festivais mais importantes, Paryushana. Este festival está dedicado ao perdão e consiste na prática do jejum durante oito dias. No último dia do festival (Samvatsari) os jainas pedem perdão uns aos outros por ofensas que possam ter causado; aqueles que conseguiram jejuar durante os oito dias seguidos são levados para os templos em procissão. O festival equivalente na tradição Digambara denomina-se Dashalakshanaparvan, e para além da prática do jejum, é lido nos templos um importante texto, o Tattvartha-sutra.
Divali (festa da luzes) - celebração comum a toda a Índia, é para os jainas a comemoração da altura em que o Mahavira deu os seus últimos ensinamentos e alcançou a libertação. Ocorre no mês de Kaartika, que corresponde no calendário gregoriano a outubro-novembro.
Kartik Purnima - ocorre no dia de lua cheia do mês de Kaartika. Após terem permanecido numa determinada localidade durante os meses da monção, os monges e monjas jainas regressam à vida errante, sendo por vezes acompanhados por leigos no percurso que fazem para outro local. Neste dia muitos jainas realizam a peregrinação aos templos de Palitana, no estado indiano do Gujarate.
Mastakabhisheka - Cada doze anos os jainas (principalmente os do ramo Digambara) reúnem-se no santuário de Shravana Belgola no estado de Karnataka, onde se encontra uma estátua de dezessete metros de Bahubali, que é alvo de libações com água, mel, leite, flores, preparados de ervas e especiarias.

A suástica

O jainismo dá mais ênfase à suástica que o hinduísmo. Representa o sétimo jina (santo), o Tirthankara Suparsva. É considerada uma das 24 marcas auspiciosas, emblema do sétimo arhat dos tempos atuais. Todos os templos jainistas, assim como os livros santos jainistas, contêm a suástica. As cerimônias jainistas começam e terminam com o desenho da suástica feito várias vezes em volta do altar.

Os adeptos também usam o arroz para desenhar a suástica (também conhecida por "Sathiyo" no estado indiano de Gujarat) diante dos ídolos nos templos. Os jainistas colocam uma oferenda sobre esta suástica - geralmente uma fruta, um doce (mithai), uma fruta em passa ou ainda uma moeda ou cédula de dinheiro.

Shaiva Siddhanta



Shaiva Siddhanta é a mais antiga, vigorosa e mais praticada escola do Xivaísmo Hindu ativa hoje em dia, encampando milhões de devotos, milhares de tempos e dúzias de tradições monásticas/ascéticas. A despeito da sua popularidade, o passado da Siddhanta, como todo o folclore da Índia, é relativamente desconhecido e ela é primordialmente identificada com o Sul da Índia, o povo Tamil. O termo Shaiva Siddhanta significa “o final ou as conclusões do Xivaísmo.” Ela é formalmente a teologia das revelações divinas contidas nos vinte e oito Ágamas Shaiva .

Gurus

Os mais conhecidos guru de Suddha, ou “puro,” da tradição Shaiva Siddhanta foi Maharishi Nandinatha de Kashimira (250 aC), registrado no livro de gramática de Panini como o professor de Patanjali, Vyaghrapada e Vasishtha. O único sobrevivente dos trabalhos de Maharishi Nandinatha são vinte e seis versos versos Sânscritos, chamado Nandikesvara Kasika, no qual ele apresenta seus antigos ensinamentos. De fato por sua tendência monística, Nandinatha é freqüentemente referido pelos expoentes das diversas escolas Advaita.

O próximo proeminente guru nos registros é o Rishi Tirumular, um Siddha da linha Nandinatha que veio do vale da Kashimira para o sul da Índia para divulgar os ensinamentos sagrados contidos nos vinte e oito Shaiva Ágamas. No seu trabalho Tirumantiram, "Sagrado Encantamento," Tirumular colocou o vastos escritos dos Ágamas e a filosofia Suddha Siddhanta para a linguagem Tamil pela primeira vez.

O Tirumular do Suddha Shaiva Siddhanta compartilha as raízes comuns com Siddha Siddhanta de Mahasiddhayogi Gorakshanatha ambos são da linhagem Natha. A linhagem do Tirumular é conhecida como Nandinatha Sampradaya, enquanto o trabalho de Gorakshanatha é chamado de Ádinatha Sampradaya.

Raja Vidya Yoga e Shaiva Siddhanta No Brasil os trabalhos conduzidos pela Ordem Filosófica Mundial Vidya Yoga e pela Congregação Templo Vidya Natha foram orientados por Sri Swami Vyaghrananda Bhagwan, discípulo direto de Shri Munirishi Saddhu. O Raja Vidya Yoga, está diretamente relacionado com o Hinduísmo Shaiva.

Santos e Ascetas

Shaiva Siddhanta floresceu no Sul da Índia com a força do movimento bhakti infundindo visões sobre o siddha yoga. Durante o sétimo século até o nono século, os santos Sambandar, Apar e Sundarar peregrinaram de templo em tempo, cantando graças a grandeza de Shiva. Eles foram o instrumento do sucesso Shaivismo contra as ameaças do Budismo e Jainismo.

José Ramon MOLINERO - Yogakrisnanda

MOLINERO ou YOGAKRISNANDA, nasceu na Espanha e ficou 48 anos no Brasil, entremeados por viagens iniciáticas por todo o mundo.

No BRASIL, onde tinha seu Templo, e no mundo, por onde estão seus discípulos, YOGAKRISNANDA descobriu segredos, ofereceu ensinamentos alquímicos e orientou na busca do homem cósmico, sempre com energia e alegremente.

Ele dizia que o verdadeiro chelá não acredita em proibições. Quanto mais consciente, mais livre é o homem e a liberdade consiste na alegria de viver.

Dele já disseram que é "O ENFANT-TERRIBLE DA TURMA DO GURDJIEFF, OUSPENSKI, BLAVATSKY”.

Produziu muito esse guru bem humorado.

Suas obras artísticas, Mário Schemberg classificou de objetos mágicos destinados a atingir os substratos arquetipais do homem moderno e libertar energias arcaicas do inconsciente.

Seus mais de quarenta livros constituem uma orquestra afinada, procurando que um com o outro se complementem, na orientação da aprendizagem e a iluminação no Chela Yoga.

Os livros estendem, a muitos, o que o grupo de discípulos tiveram o privilégio de receber nas aulas do Instituto Chela Yoga, nas cerimônias iniciáticas, no Ashram, na convivência cotidiana, onde YOGAKRISNANDA ensinou que é preciso viver plenamente e resgatar a liberdade primordial, onde o primeiro compromisso é consigo mesmo.

Aos discípulos que aspiram despertar o Homem Cósmico, onde Deus se manifesta, YOGAKRISNANDA orientou como tornar-se mago, vivendo os três mundos - o físico, o psíquico e o espiritual - de modo complementar e alquímico, transmutando-se tal qual o Universo se transmuta em seu caminho evolutivo.

ALGUNS DADOS BIOGRÁFICOS

JOSÉ RAMON MOLINERO nasceu em Valladolid, na Espanha, em 8 de agosto de 1922.

Ainda na adolescência conheceu o ocultista Mário Roso de Luna, amigo de seu pai, que lhe ofereceria o primeiro ingresso no mundo mágico. Alguns anos mais tarde, muito jovem, iniciou-se em Alexandria, com o dervixe Al Aziz.

Voltou para a Espanha, por ocasião da Segunda Guerra Mundial e foi estudar Medicina. Em 1942, já com sua companheira Maritere, foi para Tanger, que era um centro de reunião de ocultistas. Lá sobreviveu como prestidigitador e formou um grupo de estudos psíquicos.

Depois foi para o Marrocos e para a Tunísia, onde encontrou seu próprio guru YOGABRAMANDA, de quem viria a receber seu nome místico YOGAKRISNANDA, que significa união com Krishna na bem aventurança. Iniciou-se então como chelá yoga - discípulo que trabalha na construção do homem cósmico.

Reencontrou a sua companheira, que o aguardava na Espanha e, com ela, empreendeu uma viagem iniciática que duraria dez anos e na qual percorreria quarenta e nove países. Durante esses anos nasceram-lhes os três filhos. Para reunir o grupo familiar, MOLINERO voltou à Espanha, onde formou seus primeiros grupos de yoga. Mas, LO-MUSIN, seu Avatar, Mestre da Fraternidade Branca, o orientou para ir para a América do Sul.

MOLINERO foi primeiro para a Argentina, depois sucessivamente para o Chile e Uruguai, e, no caminho para a Venezuela, resolveu passar pelo Brasil. Chegando no Brasil por Porto Alegre, sentiu que era aqui que deveria radicar-se. E o fez na Cidade de São Paulo, trazendo também a sua família. Era 1956.

Quatro anos depois, em 1960, fundou o INSTITUTO CHELÁ IOGA, o primeiro de São Paulo dedicado exclusivamente a yoga.

A dificuldade de colocar ao alcance de seus discípulos os clássicos do ocultismo, instigou-o a fundar a Livraria MANDALA, em 1966.

A ORDEM DO LIMÃO BRANCO, era composta por seus discípulos e MOLINERO foi o SUPREMO GRÀO MESTRE.

O Ashram EL TELON, templo situado em um sítio próximo de São Paulo, onde preside cerimoniais com seus discípulos, foi edificado em 1976.

YOGAKRISNANDA orientou grupos de discípulos para o despertar do homem-cósmico, fez atendimento terapêutico individual, escreveu livros - mais de 40 - e produzia seus “objetos mágicos”, obras de arte que aliam ao prazer estético o desvendar de conhecimentos. Toda essa atividade era dirigida à construção do homem-cósmico, capaz de “como um deus pequeno” transmutar-se tal qual o universo se transmuta em seu caminho evolutivo, capaz de comunicar-se com as outras formas de vida, de ir ao encontro da divindade através da meditação e do “samadhi” e de abrir caminhos, através do mudra, do yantra e do mandala, pelos chakras cósmicos e portas interplanetárias.

YOGAKRISNANDA deixou nosso mundo em 8 de setembro de 2004.

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Antes dos Tempos de Adão - O Segredo de Car
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Deusas - Mães de Nossa Humanidade - As
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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Paramahamsa Hariharananda



Paramahamsa Hariharananda ou Swami Hariharananda Giri (27/05/1907- 3/12/2002), foi um dos grandes mestres iluminados do Kriya Yoga, pertencente à linhagem de Mahavatar Babaji, Lahiri Mahasaya, Sri Yukteswar Giri, Paramahansa Yogananda, Swami Satyananda Giri e Shrimat Bhupendra Nath Sanyal Mahasaya. Atingiu o mais alto grau de realização espiritual almejado por um iogue, o supremo estado de Nirvikalpa Samadhi, no qual a pulsação e a respiração cessam pela completa fusão da consciência individual à consciência divina. Como santo e sábio da Índia e fonte transbordante de amor, dedicou sua vida à elevação espiritual da humanidade, tendo sido o único mestre realizado a ensinar a técnica sagrada de Kriya Yoga no Ocidente durante a segunda metade do século vinte. Seu legado inclui extensa obra literária, centros e ashrams de Kriya Yoga distribuidos pelos cinco continentes, instituições de caridade, além de centenas de milhares de discípulos em todo o mundo, através dos quais a essência dos seus ensinamentos ainda vive.

Paramahamsa Hariharananda nasceu na vila de Habibpur, Distrito de Nadia, Bengala Ocidental, na Índia, sob o nome de Rabindranath Bhattacharya, em uma abastada e tradicional família brâmane ortodoxa de Kula Gurus (cuja linhagem é transmitida de pai para filho)Desde a mais tenra idade, Rabi, como era chamado, demonstrava forte inclinação espiritual e já aos 4 anos de idade, o pequeno prodígio havia decorado todos os puja mantras do hinduísmo apenas por ouvir seu pai recitá-los. Aos 11 anos, fez votos de Brahmacharya (celibato), tendo recebido a iniciação de seu próprio pai, o Kula Guru Haripada Bhattacharya. Foi por ele instruído conforme os princípios éticos, morais e de rígida disciplina espiritual dos antigos ensinamentos de santos e sábios da Índia, tornando-se versado nas várias escrituras e ramos do conhecimento espiritual mundiais, tais como: Vedas, Upanishads, Bhagavad Gita, Alcorão, Torah, Bíblia Sagrada, astrologia, astronomia, quiromancia, Tantra e outros sistemas de yoga, homeopatia, etc.

Em 1919, aos 12 anos, foi iniciado em Jnana Yoga pelo renomado mestre realizado Srimat Bijoy Krishna Chattopadhyaya, de Calcutá, que se tornou o seu segundo Guru. Ainda enquanto discípulo de Sri Bijoy Krishna, graduou-se em engenharia têxtil e apesar de ter assumido uma boa posição numa grande indústria, sua verdadeira aspiração continuava a ser a realização espiritual.

Em 1932, seguindo instruções de seu próprio Guru, Rabi partiu para Serampore em busca daquele que seria o seu primeiro mestre de Kriya Yoga - o grande iogue Swami Sri Yukteswar Giri. Já no primeiro encontro, Sri Yukteshwar previu o destino de Rabindranath como sannyasi (monge renunciante) e que atingiria o estado de Nirvikalpa Samadhi. Iniciou-o em Kriya Yoga sugerindo, nesta e em várias outras ocasiões, que aceitasse a vida monástica e se mudasse para o Karar Ashram, em Puri, pois sua vida não seria a de um homem comum, mas dedicada à realização de Deus. Rabi, que continuava a trabalhar, costumava visitá-lo todos os fins de semana e feriados para meditar em sua companhia. De Sri Yukteshwar aprendeu astrologia cósmica e aprofundou conhecimentos em diversas áreas, tais como anatomia humana e assuntos relacionados à filosofia ocidental e oriental.

Em 1935, Paramahansa Yogananda, o renomado discípulo de Sri Yukteshwar que residia nos EUA, retorna em visita à Índia. Rabi vai vê-lo manifestando seu desejo de ser por ele iniciado. Nesta ocasião, Yogananda leva-o a um aposento proporcionando-lhe a inesquecível experiência de testemunhar seu estado sem pulso e sem respiração, o Nirvikalpa Samadhi, por cerca de meia hora. Na manhã seguinte, Rabindranath recebe de Yogananda sua segunda iniciação em Kriya, mas já não teria por muito tempo a presença destes dois grandes mestres. Em 1936, Sri Yukteshwar abandona o seu corpo físico (sepultado no Karar Ashram) e Paramahamsa Yogananda retorna aos EUA, nomeando Swami Satyananda Giri como Presidente interino e Swami Sevananda como encarregado do Karar Ashram.

Em 1938, Rabindranath deixa sua vida profissional com a pretensão de morar por alguns meses em Puri, numa casa alugada ao lado do Ashram. É neste período que, de sua varanda, tem uma visão de Sri Yukteshwar andando pelo pátio do Ashram. Algum tempo depois, obtém autorização para morar no Karar Ashram, como hóspede pagante. Nos primeiros dias, com a permissão de Swami Sevananda e recursos próprios, contratou mão de obra e ajudou pessoalmente a limpar toda a propriedade e a construir o primeiro banheiro do ashram. Naquela época, também por falta de provisões, não era servido desjejum, nem no ashram, nem na escola que mantinham, mas Rabindranath passou a custeá-las. Mais tarde, abdicou definitivamente de seu modo de vida aristocrático e, como ashramita, fez voto de silêncio, poucas vezes interrompido, durante anos, passando a viver em reclusão e contemplação, agora como Brahmachari Robinarayan. Durante este período teve a orientação de Swami Satyananda Giri, Shrimat Bhupendra Nath Sanyal Mahasaya e Ananda Moyee Ma, sendo sua comunicação com Paramahamsa Yogananda feita apenas por cartas.

Em 1941, o então Brahmachari Robinarayan recebeu de Swami Satyananda Giri a terceira iniciação em Kriya Yoga. Entre 1943 e 1946, já absorvido em estado de super-consciência, completou os seis níveis de Kriya, obtendo as iniciações mais elevadas de Shrimat Bhupendranath Sanyal, o mais jovem discípulo de Lahiri Mahasaya.

Em 1948, após passar a maior parte de seus últimos 11 anos em reclusão na sua cela monástica, Brahmachari Robinarayan alcançou o mais alto grau de realização - o estado de Nirvikalpa Samadhi. Nesta ocasião, seu corpo cai ao chão e, machucando a cabeça, começa a derramar sangue por debaixo da porta. Swami Satyananda Giri, que se encontrava no Ashram, vem em seu socorro e encontra-o sem pulsação, mas com o corpo quente, massageando-o até recuperar os sentidos. A partir de então, Robinarayan passou a viver em comunhão com a consciência divina, entrando no estado sem pulso e sem respiração, espontânea ou deliberadamente, sempre que assim o desejasse. Esta condição foi posteriormente testemunhada centenas de vezes e descrita em detalhes por discípulos, médicos e cientistas.

Certa ocasião, em 1949, quando se encontrava em meditação profunda, uma luz resplandecente surge de repente e, ao abrir os olhos, depara-se com a visão de um homem que, materializado em seu quarto trancado, toca em seus olhos e desaparece. Inicialmente, Robinarayan não identificou quem seria, mas neste mesmo dia o legendário pioneiro do Kriya Yoga moderno, Mahavatar Babaji, reaparece abençoando-o e profetizando sua missão de propagar o Kriya Yoga pelo mundo.

Em 1950, Paramahamsa Yogananda transfere, em carta escrita, a responsabilidade do Karar Ashram para Brahmachari Robinarayan. Nessa época, já com poucos recursos pessoais, a manutenção do Karar Ashram e da escola Sriyukteswar Vidyapitha era feita principalmente por doações mensais feitas por um de seus irmãos, além de escassos recursos provindos da venda de vegetais produzidos na horta e de alguma contribuição financeira enviada por Paramahamsa Yogananda.

Em 1951, já depois de ter alcançado o Nirvikalpa Samadhi (estado de Paramahamsa) e de ter sido anunciada sua missão por Mahavatar Babaji, Brahmachari Robinarayan recebe oficialmente de Paramahansa Yogananda uma autorização por escrito, para ministrar iniciações em Kriya Yoga, carta esta reproduzida integralmente na obra: "Kriya Yoga - O processo científico de aperfeiçoamento espiritual e a essência de todas as religiões", de Paramahamsa Hariharananda.

Em 1952, Paramahamsa Yogananda deixa o seu corpo mortal e Swami Satyananda Giri torna-se o Presidente permanente do Karar Ashram.

Em 27 de maio de 1959, Brahmachari Robinarayan toma-se monge, tomando seus votos formais de Sua Santidade o Jagadguru Swami Bharati Krishna Teertha, Shankaracharya de Puri. A cerimônia teve lugar no Templo de Sri Yukteshwar, nas dependências do Karar Ashram, tendo recebido o nome monástico de Swami Hariharananda Giri que significa: “êxtase divino que brota do real estado sem forma”.

Em 1971, com o falecimento de Swami Satyananda Giri, Paramahamsa Hariharananda Giri torna-se o presidente do Karar Asrham de Puri, até o ano de 1983, sendo sucedido por Swami Yogeswaranda Giri, seu atual presidente.

Em 1974, a profecia de Babaji Maharaj finalmente se cumpre e Paramahamsa Hariharananda, o último discípulo realizado de Swami Sri Yukteswar, viaja para a Europa, iniciando sua jornada de propagação do Kriya Yoga no Ocidente.

Paramahamsa Hariharananda passa a viajar continuamente no ocidente e oriente, ensinando a técnica sagrada de Kriya Yoga a todos os corações sinceros que o procurassem. Sua última viagem à India foi em 1996, tendo vivido seus últimos anos nos Estados Unidos da América, onde veio a falecer em 2002, aos 95 anos. Seu corpo foi sepultado na Índia, após ter sido recebido por milhares de discípulos, com honras de estado, homenagem esta nunca antes prestada a um monge naquele país.

Kriya Yoga

Mestres realizados, como Paramahamsa Hariharananda, têm o poder de fazer despertar as qualidades divinas do ser humano pelo toque de suas mãos (Shaktipat) e é nisso que consiste a iniciação em Kriya Yoga. Independentemente de conhecimentos prévios, qualquer pessoa é capaz de experimentar em seu próprio corpo, de forma imediata ou após um curto período de prática da técnica, a vibração, a luz e o som divinos, que estão na origem de toda a Criação. Essa percepção permanente da presença divina, faz brotar um estado de bem-aventurança que, aliado ao efeito de expansão de consciência produzido pela técnica de Kriya Yoga, promovem uma aceleração da evolução espiritual.

Na Kriya Yoga original ensinada por Lahiri Mahasaya as várias técnicas eram adaptadas para cada discípulo de acordo com suas necessidades individuais. Somente um mestre realizado é capaz de reconhecer e enfatizar quais os passos da técnica são mais apropriados para cada um, no entanto, como as técnicas são padronizadas (em quatro ou seis níveis de iniciação, conforme a linhagem), podem também ser ensinadas por acharyas (professores) autorizados, a quem foi atribuído poder de iniciação.

O fundamento de todo o ensinamento deixado por Paramahamsa Hariharananda pode ser resumido em suas repetidas lições de amor, contidas em frases simples que revelam a essência de conhecimentos profundos, nos quais se baseia a técnica de Kriya Yoga:

"Ame a Deus...
Ele respira através de você...
No topo da cabeça (fontanela)...
Em uma respiração curta...
Ame a Deus em cada respiração...
Se Ele deixar de respirar através de você, você é um corpo morto!"
       Controle da respiração é auto-controle
       Maestria da respiração é auto-mestria
       Ausência de respiração é imortalidade
                 Paramahamsa Hariharananda

Publicações

A vasta obra literária deixada por Paramahamsa Hariharananda foi compilada por seu sucessor, Paramahamsa Prajnanananda, numa coleção de 10 vultosos volumes, intitulada: "Ocean of Divine Bliss - The Complete Works of a Kriya Yoga Master" . Dentre os títulos nela contidos, encontram-se: The Bhagavad Gita (em três volumes, interpretados à luz do Kriya Yoga), Discourses on Kriya Yoga, The Dimensions of Kriya Yoga, The Divine Quest, Practical Guidance in Spiritual Life, Reminiscences of Masters, Spirit of Religions e outros.

Diversas outras obras foram publicadas a respeito da vida e ensinamentos deste grande mestre, dentre as quais se destaca uma coletânea de memórias póstumas escritas por seus discípulos ao redor do mundo, denominada Footprints of the Master. São centenas de relatos surpreendentes, testemunhos de verdadeiros milagres realizados de forma singela e discreta por este mestre divino, que ao longo de 526 páginas vão revelando o esplendor da onisciência, onipresença e onipotência de uma alma unida a Deus.

Atualmente, o trabalho de Paramahamsa Hariharananda continua através do seu sucessor, Paramahamsa Prajñanananda (presidente do Kriya Institute: http://www.kriya.org) e de dois outros discípulos que atingiram o mais avançado nível de Kriya Yoga: Rajarshi Raghabananda Nayak, (Missão Hariharananda de Kriya Yoga, em Sambalpur, Orissa, India: http://www.hariharanandakriyayoga.com) e Swami Yogeswarananda Giri, (Presidente do Karar Ashram, em Puri, Orissa, Índia: http://www.kararashram.org), além de vários acharyas (professores) por ele autorizados que continuam ensinando a técnica de Kriya Yoga ao redor do mundo para a elevação da consciência de toda a humanidade.

Swami Sivananda



Swami Sivananda Saraswati (Pattamadai, 8 de setembro de 1887 — 14 de julho de 1963), também chamado de Shivananda ou Sivananda, foi um líder espiritual hindu. Seu pai, P.S. Vengu Iyer, foi um oficial do governo e um sacerdote do hinduísmo (bramânico).

Estudou na Tanjore Medical College (1905), onde se destacou como desportista, e pelo seu interesse por religiões, tanto hindu como cristã. Após a morte do seu pai, em 1913, ele se viu sem fundos para manter os estudos e uma vida digna para si e sua mãe. Mas teve uma ideia inovadora: começou a fazer um jornal de medicina chamado Ambrósia, com os resultados das últimas pesquisas médicas e artigos de utilidade pública, onde ele era editor, redator, autor de todos os artigos (assinados por pseudônimos que ele mesmo criava), e distribuidor. Essa iniciativa permitiu a ele terminar os estudos e ganhar reputação, pela grande aceitação que este jornal tinha no meio médico.

Mas a renda do jornal era baixa, o que o levou a aceitar um cargo em uma farmácia em Madras. Logo após, surgiu uma oportunidade de trabalho na Malásia Britânica como diretor do hospital mantido pelas enormes plantações de borracha que empregava trabalhadores indianos. Ali ele obteve o treino para completar a sua educação medica, e por anos ele foi encarregado do hospital.

Em seguida, o Dr. Iyer conseguiu uma posição em um grande hospital na periferia de Singapura, que gradualmente aumentou a sua fama e suas finanças. Ali ele voltou a publicar artigos médicos e seu primeiro livro. Além de ser conhecido por acordar às 4 horas da manhã para praticar yoga e meditação, mesmo quando trabalhava até a meia noite.

Nesta época ele dizia:

"As pessoas ficam doentes física e mentalmente. Para alguns, a vida é apenas um retardo para a morte; para outros, a morte é mais bem-vinda que a vida. Alguns levam uma vida miserável, incapazes de encarar a morte; outros se suicidam, por serem incapazes de encarar a vida. Estas experiências fazem você crescer por dentro, se Deus não fez este mundo apenas para o sofrimento, e, se houver algo mais (e eu intuitivamente pressinto isso) eu o descobrirei"

Foi quando um sadhu em peregrinação por ali despertou seu interesse para a vida espiritual, e ele começou a estudar novamente as escrituras hindus e a Bíblia. Após dez anos fora do seu pais, ele resolveu voltar.

Em 1923 voltou à Índia, desistiu das suas posses, e passou um ano em peregrinação pelos lugares sagrados antes de ir para Rishikesh. Ali ele foi batizado pelo guru Swami Viswananda Saraswati como Swami Shivananda Saraswati. Ele viveu em uma choupana demolida nas proximidades do Ashram, praticou a vida austera e meditação, e trabalhou como médico cuidando das doenças dos gurus e peregrinos.

Com cinco rúpias dadas por um visitante, o Swami publicou um livro, Brahma-Vidya ("conhecimento de deus"), com as suas respostas às perguntas feitas pelos peregrinos. Sua fama se espalhava. Ele viajou por toda a Índia ensinando, e na sua volta em 1932 fundou o Shivananda Ashram. No principio ele era um velho celeiro para o gado que ele chamou de Ananda Kutir, morada da felicidade. Discípulos se reuniram e outros celeiros de gado foram construídos e se tornaram habitáveis.

Em 1936 a Divine Life Society foi fundada e dois anos mais tarde saiu o jornal, The Divine Life. Em 1943 o templo do ashram, The Lord Sri Viswanath Mandir, foi construído. Seus serviços médicos continuaram, culminando no Farmácia Ayurvedica de Shivananda em 1945, que usa raras ervas do Himalaia. Novas construções foram feitas no aniversário de sessenta anos de Swami Shivananda e em 1948 a "Acadêmia Florestal de Yoga-Vedanta" foi fundada para treinar discípulos e viajantes. Mais seguidores vieram de toda a Índia e Ceilão em 1950. O ano seguinte a Academia fazia a sua própria impressão. Em 1957 o Hospital para olhos Shivananda abriu.

Em 1957, enviou ao Ocidente seu discípulo Swami Vishnu Devananda, o qual fundou o Sivananda Ashram Yoga Camp, no Canadá, além de Centros de Yoga em vários outros locais.

Após a morte de Swami Shivananda em 1963, Swami Chidananda tornou-se presidente da Divine Life Society e promoveu sua rápida ampliação para o ocidente.

Obras em Português

A Ciência do Pranayama: O controle da respiração na prática da Yoga - Swami Sivananda (Ed. Pensamento)

Autobiografia - Sri Swami Sivananda (Ed. Pensamento)

Concentração e Meditação - Swami Sivananda (Ed. Pensamento)

O Poder Do Pensamento Pela Ioga - Swami Sivananda (Ed. Pensamento)

Perfeição pelo Yoga - Swami Sivananda (Livr. Freitas Bastos Ed.)

Raja-Yoga ou 14 Lições de Raja-Yoga - Swami Sivananda (Cia. Ed. Americana)

Yoga - Libertação do Asmático - Swami Sivananda (Cia. Ed. Americana)

Ramana Maharshi



Bhagavan Sri Râmana Mahârshi (30 de dezembro de 1879 — 14 de abril de 1950), mestre de Advaita Vedanta e homem santo do sul da Índia. Considerado um dos maiores sábios de todos os tempos, tornou-se conhecido no Ocidente especialmente através do livro "A Índia Secreta", do jornalista e escritor inglês Paul Brunton, que retratou os ensinamentos de Ramana, transmitidos, na maioria das vezes, em silêncio absoluto aos seus discípulos. Sri Râmana Mahârshi foi um contemplativo nato e um gnóstico nato, o mais extraordinário fenômeno espiritual dos muitos que a Índia eterna produziu no século XX.

Outro autor que deu destaque à Ramana Maharshi foi Paramahansa Yogananda, na Autobiografia de um Iogue, ao visitá-lo durante seu regresso à India em 1935. Outro famoso espiritualista que foi ao ashrama receber o darshan de Ramana foi Mahatma Ghandi, em busca de apoio para seu movimento de libertação da Índia.

Shri Ramana Maharshi foi o grande representante da sabedoria milenar da Índia no século XX. Isso não significa que ele foi um acadêmico que sabia de cor e salteado os textos sagrados da religião, mas sim que viveu e mesmo personificou à perfeição tal sabedoria. Na verdade, ele não escreveu nenhum livro. Ensinava o jnâna, ‘via do conhecimento espiritual’ mais puro. Ao mesmo tempo, ressaltava que as outras duas outras grandes vias espirituais, a do karma (das ações) e da bhakti (devoção) estavam contidas no jnâna.

Na Índia, buscar a companhia de sábios e santos é algo muito importante, para aprender com os preceitos e exemplos concretos, e para obter suas bênçãos. Tal atividade se chama satsanga (literalmente, ‘associação com a verdade’). Outro conceito importante é o de darshan, que é a bênção conferida pela mera visão de um santo, como explica William Stoddart na sua excelente introdução ao tema, “O Hinduísmo” (Ibrasa, 2005), o melhor livro sobre o assunto publicado em português até o momento.

Sri Râmana Maharshi nasceu na região do Tamil Nadu, sul da Índia. Aos 16 anos, após a morte do pai, passou por uma vívida experiência relacionada à morte e, por seu intermédio, despertou para o estado que transcende, origina, constitui e engloba os campos físico, emocional e intelectual, passando a viver permanentemente nesse estado, por alguns denominado realização espiritual. Depois de algum tempo, abandonou sua casa e família e partiu como sadhu (peregrino ou eremita) para a cidade de Tiruvannamalai (190 km ao sul de Madras), onde passou o restante da vida na montanha de Arunachala, considerada por ele como uma montanha sagrada. A princípio, viveu no grande templo de Arunachaleswara, permanecendo absorto em meditação, no saguão conhecido como o de "mil pilares", de onde teve de se mudar, em razão das pedras que lhe eram atiradas por um bando de meninos que o viam imóvel no local. Passou então a viver em um escuro vão no sub-solo do templo, mas os moleques cedo o descobriram, e continuaram a atirar-lhe pedras. Teve de se mudar muitas vezes e passou a residir em vários outros santuários e locais adjacentes ao templo, como jardins, bosques e pomares. Pouco a pouco foi subindo a montanha de Arunachala, onde viveu em diferentes cavernas e passou a ser conhecido como o “Maharshi” (grande sábio ou vidente), e "Bhagavan", o Senhor. Lenta e gradualmente, discípulos foram se reunindo à sua volta. Vinte e sete anos após a sua chegada a Tiruvannamalai, um "ashram" ou comunidade espiritual foi construído ao redor do túmulo de sua mãe, aos pés da Montanha Sagrada de Arunachala, onde passou a residir até o fim de seus dias. Essa comunidade, chamada "Ramanashram", tornou-se um local mundialmente conhecido, para onde se dirigiam ( e ainda se dirigem, em número crescente) buscadores espirituais de diversas origens religiosas.

Seus ensinamentos, magistralmente simples, profundos e lúcidos, estão registrados em grande número de livros. Diversos autores escreveram sobre ele; entre outros, Arthur Osborne, em "Ramana Maharshi e o Caminho do Autoconhecimento", Mouni Sadhu em "Dias de Grande Paz", Carl Jung, a pedido de Heinrich Zimmer, Somerset Maugham, em "O Fio da Navalha", William Stoddart, em "O Hinduísmo" (S. Paulo, Ibrasa, 2004), Mateus Soares de Azevedo em "O Livro dos Mestres" (S. Paulo, Ibrasa, 2016, pp. 97-103), David Godman, Sadhu Om, H.l Poonja, Maha Krishna Swami. Em 25 de dezembro de 2007, quando da comemoração do seu nascimento (data móvel, dependente da posição das estrelas), uma nova biografia em língua inglesa, com .135 páginas distribuídas em oito volumes, contendo 400 fotografias, foi lançada.

Sua presença, que irradiava uma grande paz, tornando fácil e natural a convivência na comunidade, inclusive com os animais selvagens que habitavam a montanha, atraiu milhares de pessoas a Arunachala. A essência dos seus ensinamentos é o "Vichara"(self-enquiry), ou investigação direta, interior, por meio dos questionamentos: "Quem sou eu?" e "De onde surge o pensamento 'eu'?", para a descoberta da "Verdade, Paz ou Bem-Aventurança, a nossa real natureza". "Descoberta" no sentido literal de "retirar o que cobre", os conceitos. Em vários momentos, Ramana nos alerta que não se trata de mero questionamento verbal, mecânico, mas de trazer sempre ao foco da atenção, por meio desse questionamento, a sensação do "eu sou", que é a única coisa real, visto que todas as outras coisas mudam e passam, são transitórias, enquanto esta consciência do eu permanece. Tal questionamento faz com que a atenção se volte para o estado natural que ultrapassa o conhecimento, levando à percepção da inevitável limitação de todos os conceitos, o que faz com que, gradualmente, definhem e percam sua tirania sobre a mente, deixando de se sobrepor "àquilo que verdadeiramente é". Para o ocidente, tal sobreposição é o verdadeiro conhecimento ["episteme", epi (sobre) + histanai (por, colocar): sobrepor]. Para a Vedanta, tanto a opinião quanto a "episteme" impedem o descobrimento "daquilo que é". A alegoria da caverna, baseada no estudo hindu da "maya" (literalmente "medir", "avaliar"), se refere a essa limitação: a idéia é diferente daquilo que verdadeiramente "é". É preciso ultrapassar a limitação dos conceitos, das idéias, das imagens, das representações. Sair da prisão da ignorância, representada pela caverna, para o espaço infinito da bem-aventurança. A própria alegoria não é bem compreendida no suposto "mundo ocidental". Tomar o resultado da avaliação como verdade é tomar as sombras pela coisa em si, e, por conseguinte, viver na ilusão. A ignorância basilar é a que existe com relação ao "eu". Julgo conhecer-me por meio de uma representação. Desconhecendo quem é o conhecedor, busco conhecer o universo, os seres vivos, os objetos. Deles também construo representações. A representação que construo a respeito de mim mesmo, que é sempre incompleta, e com a qual me identifico, busca, em vão, completar-se por meio de conhecimentos, sensações, posses, prestígio. Nessa busca, ela tem continuidade, com a inseparável sensação de incompletude e, portanto, de sofrimento. Quem sou eu? Uma vez que a representação que crio a respeito de mim mesmo não sou eu - quem sou eu? Quem está fazendo essa pergunta? A resposta não pode ser mental, intelectual, pois constituir-se-ia em uma outra representação. Para a Vedanta pois - sem a negação da óbvia necessidade, em seu campo próprio, do conhecimento relativo - o verdadeiro conhecimento implica a não interferência dos conceitos, das teorias, seja a respeito do mundo e das coisas, seja a respeito de si mesmo, do estado que ultrapassa o pensamento. Havendo um grande descontentamento em relação a tudo o que é incompleto, havendo a necessidade e a urgência da descoberta, o próprio exame e compreensão de todo o quadro, a investigação sobre o "eu" e a origem do "eu", levam à não-interferência dos conceitos - porque se compreende sua limitação, o que provoca o seu definhar - e à quietude mental. A própria investigação sobre o 'eu' e sua origem, ao final, mergulham na quietude. "Aquieta-te e sabe que Eu Sou Deus". "Eu Sou esse Eu Sou". Nesse estado de silêncio vivo, desperto, o conhecedor, o conhecimento e o objeto do conhecimento, qualquer que seja ele, são um só. Só há separação no mundo das representações, das construções mentais, no mundo "daquilo que não é". Nesse sentido, conhecer a verdade acerca de si mesmo é conhecer a verdade acerca de todos os seres e de todas as coisas. Conhecer a verdade acerca de si mesmo é ser essa verdade, já que não somos dois, um para conhecer o outro. Cada um é a própria Verdade absoluta; ou Deus, para usar uma outra palavra.

A expressão "auto-realização", nos diz Ramana Maharshi, é apenas um eufemismo para "remoção da ignorância". Nada há para ser adquirido; há, apenas, ignorância a ser removida. Somos a própria vida, o Ser Infinito, a fonte de todas as coisas.

Afirma-se que, no momento em que Sri Ramana faleceu, um magnífico astro, majestosa e lentamente, cruzou os céus da Índia, sendo visto em grande parte do país por inúmeras pessoas, que espontaneamente compreenderam o evento que ele anunciava.

Obras (De e sobre Ramana Maharshi)

Ramana Meu Mestre
Ensinamentos Espirituais
A Imortalidade Consciente
Ramana Maharshi e o Caminho do Autoconhecimento, de Arthur Osborne.
O Livro dos Mestres: Encontros com homens notáveis dos tempos modernos, de Mateus Soares de Azevedo.
Dias de Grande Paz
Arunachala Siva
A Sadhu's Reminiscences
At the Feet of Bhagavan
Be Still - It Is The Wind That Sings
Essence of Ribhu Gita
Five Hymns to Arunachala
Glory of Arunachala
Hunting the I
Maha Yoga
Self-Enquiry
Spiritual Instruction
Surpassing Love and Grace
The 108 Names of Sri Bhagavan
The Collected Works
The Golden Jubilee Souvenir
The Silent Power
The Teachings of Bhagavan Sri Ramana Maharshi in His Own Words
Who Am I?
Words of Grace
Talks with Sri Ramana Maharshi
Day by Day with Bhagavan
Arunachala's Ramana - Boundless Ocean of Grace
***Ellam Ondre (All is One)
***Advaita Bodha Deepika
***Yoga Vasishta Sara

Sri Aurobindo


Aurobindo Akroyd Ghosh ou Ghose (em bengali: অরবিন্দ ঘোষ Ôrobindo Ghosh), (Calcutá, 15 de agosto de 1872 – Puducherry, 5 de dezembro de 1950), mais tarde conhecido como Sri Aurobindo (em bengali: শ্রী অরবিন্দ Sri Ôrobindo), foi um nacionalista, lutador pela liberdade, filósofo, escritor, poeta, yogue, e guru indiano.Ele se uniu ao movimento pela independência da Índia do controle colonial da Índia Britânica e, por alguns anos, foi um de seus principais líderes, antes de desenvolver sua própria visão do progresso humano e evolução espiritual.

Nascido em Calcutá/ India, Sri Aurobindo e seus dois irmãos foi aos 5 anos para a Inglaterra, onde aprendeu diversos idiomas, destacando-se a literatura. Aos 20 anos, retornou à Índia em uma busca da "sabedoria e verdade do Oriente". Por 13 anos, trabalhou em atividades administrativas e educacionais para o Estado. Em 1906, foi para Bengala assumir abertamente o comando do movimento revolucionário para a independência da Índia, que durante anos havia organizado em segredo.

Acabou preso pelo governo britânico entre 1908 e 1909. Foi durante esse período que Aurobindo passou por uma série de experiências espirituais que determinaram o seu trabalho futuro. Solto e certo do sucesso do movimento libertador da Índia, e respondendo a um chamado interior, retirou-se do campo político e foi para o sul da Índia, para devotar-se totalmente à sua missão espiritual. Morreu em 1950, aos 78 anos, no Ashram Sri Aurobindo em Pondicherry, deixando o trabalho espiritual conhecido como Yoga Integral ou Yoga de Sri Aurobindo. A Mãe (Mira Alfassa - 1878-1972), sua companheira espiritual, deu continuidade ao seu trabalho, conduzindo o Ashram, idealizando Auroville, assim como levando adiante o yoga integral em seu próprio corpo.

No estado de Tamil Nadu, sul da Índia, existe uma comunidade espiritual denominada Auroville, a "Cidade da Aurora", fundada em sua homenagem em 1968, tendo por base os princípios deixados do Yoga Integral de Sri Aurobindo.

Bibliografia

Obras traduzidas para o português (Brasil )

A evolução futura do Homem
Em direção à Nova Consciência
Pensamentos e aforismos
Conversas com a Mãe
A descoberta suprema
Mantra e oração
Renascimento
Trabalho
Yoga
A Vida Toda é Yoga